Case · Distribuição B2B

Maxclean: o comodato só se paga se o cliente continuar comprando

Distribuidora B2B passa a enxergar, cliente a cliente, quem parou de comprar o quê, e aciona a venda antes que o equipamento instalado vire investimento perdido.

Linha de produção industrial, perfil de cliente atendido pela distribuidora

A empresa

A Maxclean é uma distribuidora de produtos de higiene e limpeza profissional fundada em 1999, com matriz em Brasília e filiais em Goiânia e Palmas. Atende saúde, shoppings, escolas, academias e indústrias.

O modelo não é só revenda. A empresa instala equipamentos no cliente em regime de comodato, presta assistência técnica e entrega em 24 horas. O serviço não é cobrado à parte, vem embutido no produto, e é esse pacote que a diferencia do grande atacadista.

A operação inteira gira em torno de um ERP robusto, o Winthor da TOTVS, com sistemas de apoio em volta para processos específicos. O dado existia, e em volume. O que faltava era leitura.

O desafio

O comodato é o que explica o negócio e também o que explica o risco. A Maxclean investe antes de faturar: instala o equipamento no cliente para que ele compre os produtos dela. O retorno vem depois, na recorrência da compra.

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O comodato transforma cliente em investimento

Se o cliente recebe o equipamento e deixa de comprar, aquela aquisição vira prejuízo, com o equipamento parado na casa dele. Sem acompanhar a recorrência, não há como saber quais clientes se pagaram e quais não.

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Quem parou de comprar não aparecia

Manter a base positivada é a rotina que sustenta o modelo, mas identificar quem comprava e deixou de comprar dependia de alguém notar, cliente a cliente, no meio de uma operação de alto volume.

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A oportunidade se escondia na média

Olhar o comportamento de compra no agregado esconde justamente o que importa. O cliente que continua comprando, mas parou de levar um item do mix, some no total, porque a queda dele não é grande o bastante para chamar atenção.

Como a Fato ajudou

O trabalho tem duas frentes, e a ordem entre elas não é negociável: análise construída sobre número em que ninguém confia não vira decisão, vira discussão.

Frente 1: números de confiança

Antes de qualquer análise, os números básicos foram fechados e validados com quem responde por eles.

Frente 2: a leitura por cliente

Com a base firme, a análise passou a ser feita no comportamento específico de cada cliente, e não no total da carteira.

Ganhos de operação e de gestão

O que mudou no dia a dia de quem toca a operação e de quem decide.

  1. O comodato virou investimento acompanhado

    Dá para ver se o cliente que recebeu equipamento continua comprando, que é exatamente o que faz o investimento se pagar ou não.

  2. A queda aparece enquanto ele ainda é cliente

    O afastamento passou a ser detectado na redução do mix, e não meses depois, quando o cliente já parou de comprar por completo e reconquistá-lo custa muito mais.

  3. A equipe de vendas é acionada por dado

    A lista de quem procurar deixou de sair da memória de quem atende e passou a sair do comportamento de compra de cada conta.

  4. A leitura é por cliente, não pela média

    O corte deixou de ser o total da base e passou a ser a conta individual, que é onde a oportunidade e o risco realmente moram.

  5. O número parou de ser discutido

    Com faturamento e estoque validados com o financeiro e com quem opera, a reunião passou a ser sobre o que fazer, e não sobre se o relatório está certo.

O método por trás deste case

O caminho é o mesmo em todo projeto: entender o negócio, integrar os sistemas, corrigir o processo que produz o dado e só então desenvolver automação e IA. Está descrito na metodologia e é o que a consultoria de Dados e IA entrega todo mês. Veja também os outros cases.

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