Grupo 8012: o produto saía da matriz e o rastro se perdia
Franqueado Track & Field com mais de 10 lojas em Brasília recupera o rastro da mercadoria entre a matriz e a loja, e passa a comparar a performance de venda de todas as unidades no mesmo lugar.
A empresa
O Grupo 8012 é franqueado da Track & Field e opera mais de 10 unidades em Brasília. Foi o grupo que contratou a Fato, e é a operação dele que este case descreve.
A compra é centralizada: a matriz do grupo negocia e abastece as lojas. É um modelo que dá escala na negociação e tira peso de cada unidade. O ponto cego aparece depois da compra, no caminho entre a matriz e a prateleira.
O desafio
A partir do momento em que a matriz comprava, o rastro do produto se perdia. A mercadoria chegava ao ponto de venda e ninguém tinha como afirmar se veio tudo, se veio a menos ou se veio a mais.
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Não se sabia o que chegou
Faltante, excesso ou exatamente o que foi comprado: as três hipóteses conviviam, e nenhuma era verificável. A conferência dependia da atenção de quem recebia, item a item, no olho.
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A divergência não tinha endereço
Quando faltava produto, não havia como separar o que o fornecedor deixou de entregar do que se perdeu depois que a remessa chegou. Sem esse corte, não dá para cobrar nem corrigir, porque não se sabe de quem cobrar nem o que corrigir.
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Loja a loja, sem comparação
Do outro lado do balcão o problema era parecido. Faltava a leitura comparada da venda entre as unidades, então não dava para dizer qual loja, qual vendedor ou qual produto puxava o resultado e qual ficava para trás.
O efeito do primeiro bloco é silencioso: a perda não aparece como prejuízo isolado, ela se dilui no inventário e vira diferença de estoque que ninguém consegue explicar meses depois. O do segundo é de oportunidade: sem comparar, a rede corrige no achismo ou não corrige.
Como a Fato ajudou
O trabalho tem duas frentes. Uma fecha o ciclo da mercadoria, da compra ao recebimento. A outra abre a leitura da venda, loja a loja.
Frente 1: o rastro da mercadoria
De um lado, o que foi comprado passou a ser registrado automaticamente. Do outro, o que chegou passou a ser registrado no ato do recebimento. O cruzamento entre os dois é o que devolve o rastro.
- Leitura automática da nota fiscal. No momento da compra pela matriz, a nota é lida e os produtos dela ficam guardados em banco de dados, item a item. Deixa de ser um documento arquivado e passa a ser dado consultável.
- Sistema de bipagem em cada ponto de venda. Quando a remessa chega, o estoquista informa a nota, bipa cada produto recebido e confirma.
- Cruzamento no ato da confirmação. No clique, o que foi bipado é comparado com o que a nota da matriz dizia. A divergência aparece na hora, com nota, loja e item.
Frente 2: a performance de venda de todas as unidades
Com a base de mercadoria organizada, a venda passou a poder ser lida do mesmo jeito: em um só lugar, com todas as unidades lado a lado.
- Faturamento e ticket médio por unidade, comparáveis entre si.
- Ranking de unidades, de vendedores e de produtos.
- Leitura cruzada entre o que cada loja compra e o que cada loja vende.
Ganhos de operação e de gestão
O que mudou no dia a dia de quem toca a operação e de quem decide.
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O rastro deixou de se perder na saída da matriz
A mercadoria passou a ser acompanhada da compra até a chegada na loja, sem intervalo cego no meio do caminho.
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A divergência ganhou endereço
Passou a ser possível separar o que o fornecedor não entregou do que se perdeu depois do recebimento. São dois problemas diferentes, com soluções diferentes, e antes eles chegavam misturados.
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A conferência virou processo, não confiança
O estoquista bipa e o sistema confere. A verificação deixou de depender de disciplina individual e passou a acontecer sozinha, em toda remessa, em todo ponto de venda.
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O erro operacional passou a ser detectável
Diferença de estoque deixou de ser descoberta no inventário, meses depois, e passou a aparecer no dia em que acontece.
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A gestão passou a saber onde agir, loja a loja
Com faturamento, ticket médio e ranking de unidade, vendedor e produto na mesma tela, a rede conduz a correção para onde ela rende mais, na venda e na compra de cada loja, em vez de tratar todas do mesmo jeito.
O método por trás deste case
O caminho é o mesmo em todo projeto: entender o negócio, integrar os sistemas, corrigir o processo que produz o dado e só então desenvolver automação e IA. Está descrito na metodologia e é o que a consultoria de Dados e IA entrega todo mês. Veja também os outros cases.
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